Construindo a abeLLha — hoje cheirei cola.

Faz quase 1 mês que peguei as chaves da abeLLha. Nossa casa — que é um híbrido de coworking com incubadora — fica em Santa Teresa, bairro delicinha e com um senso de comunidade maravilhoso aqui no Rio.

A abeLLha tem uma missão super simples: ajudar pessoas a encontrarem seu propósito e a expandirem isso em empreendedorismo social — seja na nossa casa ou fora dela. A gente acredita que as pessoas devem agir mais de dentro pra fora (busca por propósito) e que podemos potencializar a criação de produtos e serviços que possam gerar valor para a sociedade (maior transparência, mais informação, economia colaborativa, desenvolvimento inclusivo e melhorias em mobilidade, saúde, meio ambiente, educação, etc).

Eu gosto sempre de deixar claro que empreendedorismo social é, sim, a favor do lucro, mas não em detrimento das pessoas e meio ambiente. É focar no problema a ser resolvido / oportunidade criada. O lucro é consequência e é reinvestido no negócio e nas pessoas.

Justamente por isso, nosso modelo também é bem simples: Cada pessoa que alugar uma mesa aqui, ganha, além dos normais café, água, snacks, sala de reunião e internet, a mentoria para que o negócio seja alavancado ou acelerado, seja em tecnologia, negócio, estratégia, business intelligence, contato com potenciais investidores, meio ambiente… por aí vai . Temos uma rede grande de parceiros dispostos a ajudar.

E não levamos porcentagem. O espaço se sustenta com o aluguel das mesas.

Pra abeLLha começar a funcionar, eu tenho dedicado 90% do meu tempo a deixar a casa funcional. Isso significa pegar um casarão antigo e deixar ele pronto até fim de outubro com um budget de menos de R$ 60 mil, para que a gente possa começar a construir a proposta que falei aí em cima.

Pra essa missão eu, por sorte, e um pouco de planejamento, conto com a ajuda da Lari — engenheira ambiental e questionadora de gastos pra segurar a minha leve mão aberta; Max “Oswaldo Pimentão” — sueco carioca gente boa pra acalmar a ansiedade e cobrir quando eu e Lari não conseguimos estar em 2 lugares ao mesmo tempo; Gabriel — o cara que primeiramente monta cadeiras muito bem e faz marketing “segundamente”, hoje em dia; Deyse — COO da minha casa que veio tentar colocar ordem nesta casa daqui; e o Fefe — que é um quase lumbersexual com a barba mais bem cuidada do Brasil e fica ligado em conteúdo e parcerias bacanas pra gente.

O aprendizado é diário.

Aprendi o que é MDF e que ir direto alí na Frei Caneca sai 70% do preço do marceneiro, só que aí tem que chamar o marceneiro pra colar a fórmica.

Aprendi que eu devo olhar a voltagem antes de comprar uma geladeira, pro Marcos (eletricista) depois não ter que puxar tomada 220v onde não precisaria.

Aprendi o que deveria ter aprendido antes: a NET é a NET.

Aprendi que não é uma boa ideia tentar abrir pacotes com faca de cozinha e que existem cafeteiras que parecem boas e baratas mas que na verdade são só baratas e levam 7 anos pra passar 3 xícaras de café.

Aprendi que quando o Frank (marceneiro) cola a fórmica no MDF o cheiro dá barato.

Agora são 22:34. A cada dia a abeLLha chega mais perto e eu me encanto mais. Ainda faltam 5 tampos de MDF que estão sem fórmica. Mais cola amanhã.

Meu foco é compartilhar conhecimento prático e aplicável para quem tem ou deseja ter uma empresa ou startup. Fundadora da abeLLha e VP na HBO Max.

Meu foco é compartilhar conhecimento prático e aplicável para quem tem ou deseja ter uma empresa ou startup. Fundadora da abeLLha e VP na HBO Max.