Você é GenteBoa, mas se esqueceu…

Vou te desafiar: pare de ler este artigo agora se você nunca ajudou alguém colocando um talento seu a serviço do outro.

Sabe? No bom estilo: "Você sabe excel né? Me ajuda nessa planilha…" ou "Não quer me ajudar no design do meu cartão de visitas?" ou até "Tive essa ideia desse app, vamos fazer juntos?"

Isso é natural do ser humano. Ajudar e pedir ajuda. Complementar. Colaborar.

E a gente ajuda e sempre vai ajudar. Fazemos isso quando existe empatia e alinhamento de propósito. Quando a ideia ou projeto da outra pessoa é tão bacana que precisa ser realizado.

Já sentiu isso?

"Caral*o, animal! Vamos fazer?"

O aplicativo GoodPeople, que lançamos semana passada, serve pra potencializar essa força tão bonita: conectar pessoas com talentos complementares pra que, juntas, possam tirar ideias do papel. Fazer coisas bacanas no mundo sem que, necessariamente, precisem pensar em grana primeiro.

Na prática, você baixa o app, entra com sua conta do Facebook e adiciona seus talentos e uma pequena descrição. Voilá! Já pode encontrar pessoas e ser encontrado.

No GoodPeople tem médico, designer, desenvolvedor, biólogo, arquiteto, investidor, jornalista, dançarino, cozinheiro, marketeiro… todos dispostos a ajudar, se acreditarem. Um tantão de gente boa.

Mas quero voltar pra parte dos talentos.

Já parou pra pensar quantos talentos você tem? Não to falando dos talentos profissionais, que você adquiriu nos últimos anos na sua carreira (falei muito disso aqui). To falando de você por completo: gosta de dançar? tem experimentado na cozinha? é poeta nas horas vagas?

É um baita exercício enxergar nossos talentos "não profissionais" e dar importância à eles. Hoje, conversando com duas pessoas que se cadastraram no GoodPeople recebi as seguintes mensagens:

"Ah, mas meus talentos são muito básicos"

"Quando vi que começou com isso [os talentos] fiquei uns 15 minutos pensando"

A gente é treinado a não dar importância a tudo que somos fora da profissão. Não vem natural, e nem tem como, pois são anos e anos que passamos sem dar atenção. E só de parar, 15 minutos, e pensar "poxa, quais são meus talentos?" já um exercício maravilhoso.

Você em toda a sua plenitude de talentos tem muito a contribuir. E a receber.

E você já faz isso.

Só que a gente, como sociedade, parece que parou de viver isso e começamos a prestar mais atenção no "o que eu ganho com isso" do que no "como posso contribuir pra algo que eu acredite" (e ainda assim, por que não, ganhar com isso).

Muitas vezes, a grana vem em detrimento do propósito, do que você acredita, e isso é uma grande merda.

Propósito e gratidão se tornaram secundários.

E aí já foi né? Entra aquele lance de segunda-feira é uma tragédia e sexta-feira o auge glorioso de nossas vidas (que dura um dia e meio porque aquele fim de tarde no domingo já chama a tragédia).

Entram empresas tratando seus colaboradores com mentalidade de extrair até a alma sem ter troca, sem ter contexto, sem ter transparência e preocupação com relações em que todos saem ganhando.

Pare. O que você busca?

Estamos em uma nova economia: a economia humana, pós-capitalismo. É hora de ter consciência disso, pois o mundo está mudando. Pessoas e empresas estão enxergando que quando a gente coloca as relações humanas e o propósito antes de tudo, o resto vem como consequência (grana, fama, sucesso).

Estamos percebendo que não somos feitos somente de nossos talentos profissionais. Quanto mais a gente olha pra frente, para o que buscamos, e nos conectamos dessa maneira, mais abrimos espaço e criamos oportunidades para caminharmos na direção que que a gente acredita.

Não to falando pra você largar seu emprego do dia pra noite.

Eu também tenho que pagar contas. Estou, aliás, sendo bem pragmática: você pode, sim, começar a caminhar nessa estrada que é só sua: experimentando, sanando suas curiosidades, colaborando com o que acredita, se conectando com outras pessoas que pensam como você, em paralelo, aos poucos.

Mais qualidade e menos quantidade. Você não tem idéia de como isso pode ser poderoso e de como pode mudar a sua vida.

Esse é o propósito do GoodPeople, ajudar a perceber que todo mundo tem, sim, muito mais do que talentos profissionais e que, quando nos conectamos e percebemos que somos complementares, que juntos fazemos mais, podemos ser a mudança que queremos no mundo.

Acredite, você já é GoodPeople.

Meu foco é compartilhar conhecimento prático e aplicável para quem tem ou deseja ter uma empresa ou startup. Fundadora da abeLLha e VP na HBO Max.

Meu foco é compartilhar conhecimento prático e aplicável para quem tem ou deseja ter uma empresa ou startup. Fundadora da abeLLha e VP na HBO Max.